sexta-feira, 29 de outubro de 2021

O que é a Ciência? O método experimental


O método experimental foi desenvolvido por Galileu Galilei (1564-1642) no âmago da revolução científica que deu origem à moderna visão do mundo. A popularidade deste método levou a que ficasse conhecido como método científico, mas as ciências utilizam outros métodos, onde e quando a experimentação é impossível. Nas ciências naturais o método experimental é muito mais utilizado do que nas ciências humanas, porque há limites éticos para a experimentação com seres humanos. Por exemplo, é impensável, para saber quais os efeitos da privação de alimentos nos seres humanos não se podem fazer experiências que causem sofrimento às possíveis cobaias. Assim pode recolher-se dados em situações de guerra ou catástrofe que não tenham sido provocadas pelos investigadores e que sejam inevitáveis. 

Nas ciências naturais há, também, situações em que a
experimentação não é possível: por exemplo, para saber se o impacto de um asteróide pode destruir um determinado planeta, não é possível (e se o fosse, não seria desejável) provocar a colisão de um asteróide com esse planeta. Podem, isso sim, fazer-se observações de fenómenos aproximáveis que possam ocorrer, por exemplo, a colisão de um asteróide com outro corpo celeste. Os avanços no campo da informática também permitem fazer simulações cujos resultados podem ser extrapolados estatisticamente para a realidade.  No entanto, mesmo nestas situações em que não é possível executar experimentações, pode afirmar-se que os princípios gerais do método indutivo são aplicados na investigação (podemos até considerar que este método se tornou progressivamente num modelo de cientificidade cujos princípios são seguidos pelos outros métodos científicos). Podemos sintetizar estes princípios da seguinte forma:

A natureza é uniforme: tudo o que acontece pode ser explicado racionalmente e o universo obedece às mesmas leis em qualquer lugar. Assim, tudo pode ser explicado de forma causal: explicar um fenómeno é indicar a sua causa, o que permite não só dar conta da realidade tal como se apresenta ao investigador, mas, também, prever o seu comportamento no futuro - daí a previsibilidade ser apresentada como uma das principais características da ciência.



A Razão tem a capacidade de explicar o funcionamento da natureza, porque possui um conjunto de princípios que são o garante da coerência do pensamento - os Princípios Lógicos da Razão - estes princípios são a base da Lógica e da Matemática. Assim, se a investigação científica utilizar instrumentos matemáticos para analisar os fenómenos poderá chegar a explicações racionais sobre o funcionamento da realidade. Por isso é que os dados recolhidos pela observação científica são quantificáveis, excluindo-se à partida todos os elementos que não dependam da quantificação, uma vez que estes elementos estão contaminados pela subjetividade dos investigadores.




O conhecimento científico é objetivo, ou seja, procura descrever e explicar a realidade tal como ela é, sem a interferência de elementos subjetivos (por isso a investigação prefere as características quantificáveis às que têm uma natureza qualitativa).



A experiência é a base da formulação de hipóteses e, também, a única via para confirmar as hipóteses científicas. Por isso a investigação científica faz-se através da colaboração entre a Razão e a experiência.




A investigação científica procura verificar hipóteses. Quando uma hipótese é confirmada experimentalmente, considera-se que se encontra verificada, ou seja, que se provou a sua verdade. 
As teorias científicas exprimem leis da natueza, poderão, então, servir para explicar e prever os fenómenos.




Por sua vez o método experimental apresenta as seguintes etapas:

Observação. 
Nesta etapa recolhem-se dados quantificáveis sobre os fenómenos. Esses dados são recolhidos por meio de instrumentos de medida, de observação e de registo que garantem a sua objetividade e exatidão. Trata-se de um momento em que os investigadores procurar recolher a maior quantidade possível de dados com vista a garantir uma boa base empírica para a extrapolação indutiva que permitirá chegar a explicações universais a partir de dados particulares.




Formulação de hipóteses. Tendo adquirido um conjunto de dados suficiente para proceder a induções com um grau de fiabilidade minimamente aceitável, os investigadores formulam hipóteses que permitem explicar, ainda que de forma provisória/ não confirmada, os fenómenos observados. Quanto maior for o número de hipóteses que possam ser formuladas, mais provável será encontrar uma explicação para os fenómenos.



Experimentação. 
Depois de formuladas as hipóteses, estas vai ser testadas, numa situação controlada pelos investigadores, quase sempre em laboratório. Na experimentação também existe observação, mas esta ocorre já numa situação em que se procurou isolar os fenómenos de qualquer interferência exterior a eles que pudesse dificultar a identificação objetiva das suas causas. Geralmente as hipóteses científicas são inferências causais que necessitam de confirmação. Assim, quando uma hipótese é confirmada provou-se que entre dois acontecimentos (ou fenómenos) há uma ligação de causa efeito. E, feita essa prova, existem bases para generalizar indutivamente a hipótese confirmada (verificada) experimentalmente. E falamos aqui no singular porque só pode haver uma explicação para cada tipo de fenómeno, quando uma hipótese é provada, sabe-se à partida que encontrou uma verdade científica e não faz sentido continuar a formular mais hipóteses. 



Generalização da hipótese confirmada experimentalmente
Aqui repetimos o que foi dito acima: uma vez generalizada uma hipótese confirmada experimentalmente esta passa a ser encarada como uma teoria científica. As teorias científicas exprimem leis da natureza, poderão, então, servir para explicar e prever os fenómenos.













segunda-feira, 27 de setembro de 2021

Filme 'Elysium'


O filme 'Elysium'

O filme retrata uma sociedade no futuro, onde a elite da Terra se transfere para uma estação espacial chamada Elysium, enquanto as classes baixa e média permanecem na Terra. 
As pessoas que continuam a viver no planeta são excluídas socialmente e destinadas a viver numa sociedade em decadência, na miséria, tendo que se submeter a qualquer tipo de trabalho, em péssimas condições e com pouca remuneração, pois a maioria das pessoas não tem emprego e se quem tivesse não se submetesse a qualquer condição existiam muitas outras que aceitariam aquele trabalho. 
Vivem também sujeitos a um sistema de saúde ineficaz, que fornece cuidados insuficientes e antiquados. Devido a isso a maioria das pessoas na cidade caso adoecessem não teriam muitas possibilidades de tratamento eficaz. 
A realidade de Elysium é oposta a essa, os moradores vivem num lugar considerado perfeito, luxuriante, onde ninguém fica doente porque as pessoas têm acesso a tecnologia que permite curar todo o tipo de doença, todos possuem muita riqueza material e a qualidade de vida é alta, não sendo permitido que qualquer morador da Terra tenha acesso à estação espacial, podendo-se assim preservar aquele estilo de vida, reservado a uma pequena minoria de privilegiados. 
Essa realidade muda quando um terrestre, chamado Max, é obrigado a realizar um procedimento no trabalho que o expõe a uma grande quantidade de radiação, e quando ele é diagnosticado com apenas uma semana de vida, tenta de todas as formas ir para Elysium, pois é a única maneira de se curar. Porém, no meio das peripécias enfrentadas até chegar ao seu destino, reencontra-se com um amor de infância - uma enfermeira que tem uma filha com leucemia que precisa de cuidados médicos que só lhe estariam disponível em Elysium - o que faz com que no momento em que ele está na estação, deixe de pensar somente na sua cura e prefira inverter essa situação para trazer igualdade para a sociedade, salvando a todos.
A questão social e as classes são retratadas no filme mostrando que os moradores de Elysium possuem muita tecnologia e riquezas enquanto os da Terra vivem na miséria e sem oportunidades. 
E a divisão das classes deve-se à divisão social do trabalho, na classe baixa quem está a trabalhar, como é o caso da personagem principal, deve submeter-se às condições que o trabalho oferece, se não, existem muitas outras pessoas disponíveis para ocupar o lugar. 
O chefe de Max, o personagem principal, não está preocupado com a saúde nem com a vida de Max (e, já agora, dos outros trabalhadores) e ele mostra isso quando o manda entrar num lugar onde ele corre o risco de exposição a radiação.
Na classe mais alta em Elysium as pessoas são individualistas, não se preocupando com as pessoas que não possuem os mesmos bens materiais e privilégios que elas. E, mais grave do que isso, vivem à custa dessas pessoas que, na Terra, têm que trabalhar para poderem sobreviver e sem terem a possibilidade de sonhar com uma vida melhor.
Esse tipo de situação retratada no filme é bastante comum na sociedade capitalista: esta é individualista, a tecnologia e os produtos consumidos não estão disponíveis para todos, não existe uma divisão igual dos bens, a sociedade é muito desigual. A burguesia beneficiada não se importa com os que têm menos recursos, limitando-se a explorar o trabalho, a mão de obra. 
Essa mesma relação de desigualdade entre as pessoas que vivem na Terra e em Elysium existe  no nosso mundo: nos países mais desenvolvidos, com alto índice de educação, de produção e de tecnologia, as pessoas alcançam níveis de bem-estar cada vez mais elevados, tendo acesso a cuidados de saúde avançados e a um sistema de proteção social que permite proteger, mais nuns países do que outros, é certo, os mais fracos; por outro lado, nos países subdesenvolvidos, que possuem a sua mão de obra explorada, a sua população vive muito pior do que a população dos países desenvolvidos. 
Mas na verdade, mesmo nas sociedades desenvolvidas, há um fosso cada vez maior a separar os mais pobres dos que têm acesso ao grosso da riqueza. Esse facto é agravado pelo desenvolvimento tecnológico que provoca a subida dos níveis de desemprego por causa da substituição do trabalho humano por soluções tecnológicas que dispensam o uso de mão de obra intensiva. 
Por outro lado, com a globalização da economia mundial tem-se assistido a uma deslocalização das fábricas que exigem mais mão de obra, dos países mais desenvolvidos, onde os custos do trabalho são mais elevados (por causa, em grande medida, duma maior proteção dos direitos dos trabalhadores),  para países onde a mão de obra é muito mais baixa, fruto das condições precárias em que as populações vivem.
Paola Marques, http://www.academia.edu/9350260/Resenha_cr%C3%ADtica_do_filme_elysium

Atividades:

1. A partir do filme 'Elysium' e do texto:

1.1. Aplicando as técnicas de formulação de questões, faz o máximo de perguntas que conseguires.
1.2. Depois, corrige  as questões, atendendo as diversos tipos de questão. 
1.2.1. Identifica as questões abertas e as questões fechadas e tenta criar novas questões, abrindo, se for possível as questões fechadas e fechando as questões abertas.
1.3. Ordena as questões por grau de importância.

2. Elabora uma reflexão crítica sobre o filme tendo por base as questões formuladas (em princípio as 3 mais importantes).

quarta-feira, 24 de março de 2021

Código de Hamurábi

 




Texto do Código de Hamurábi:

http://www.dhnet.org.br/direitos/anthist/hamurabi.htm

Obra de arte feita por um robô vai a leilão pela primeira vez


Uma obra concebida em conjunto entre a robô humanóide e o artista italiano Andrea Bocaneto vai a leilão, em formato NFT, esta quarta-feira. "Espero que o mundo goste da minha arte", diz Sophia.
https://observador.pt/programas/atualidade/obra-de-arte-feita-por-um-robo-vai-a-leilao-pela-primeira-vez/

quarta-feira, 17 de março de 2021

Trabalho de grupo sobre a arte (II)







                          Teorias estéticas from Paulo Gomes


Trabalho de grupo:


1 . Elaboração de um mapa conceptual que sistematize os conceitos explicitados na ficha.
2. O quadro "Rapariga com Brinco de Pérola" ,de Vermeer, pode ser considerado uma obra de arte por cada uma das teorias sistematizadas na ficha? Justifiquem a partir da explicação de cada uma das teorias.
3. Qual das três teorias sobre a arte é a melhor? Porquê? (imitação; expressão e forma significante).
4. Formulação de uma teoria da arte que possa servir para explicar todas as formas de expressão artística (e que possa incluir formas de arte que venham a surgir pelo avanço da tecnologia).
5. Integração dos diversos pontos deste trabalho numa apresentação para servir de base a um debate com a turma (essa apresentação deve ser criativa).

sexta-feira, 12 de março de 2021

A Declaração Universal dos Direitos Humanos

 Materiais complementares:

https://ensina.rtp.pt/artigo/declaracao-universal-direitos-do-homem/

https://www.unidosparaosdireitoshumanos.com.pt/what-are-human-rights/universal-declaration-of-human-rights/ (Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Trabalho de Grupo

Cada grupo neste trabalho irá implementar as mudanças que foram consideradas como necessárias no relatório do trabalho anterior.

Para isso há que evitar que todos façam todas as tarefas ao mesmo tempo.

Regras a implementar:

1. Definição dos objectivos a atingir.

2. Operacionalização dos objectivos: como vamos fazer? Dentro de que prazos?

3. Distribuição eficaz de tarefas.

4. Quem termina uma tarefa deve começar outra de imediato.

5. Todos devem ser capazes de apresentar todas as partes do trabalho.

6. 70% do texto dos slides deve ser da autoria os membros do grupo.

7. Para cada 3 slides deve ser incorporada uma imagem com um forte impacto estético e relacionada com o tema da apresentação.


Trabalho:

O produto a realizar será uma apresentação (em PowerPoint, Google slides, Prezi).

A apresentação deve ser original e muito criativa.

O trabalho deverá ter as seguines etapas:

1. Levantamento de 20 questões pertinentes sobre os Direitos Humanos.

2. Análise dos materiais apresentados acima - a exploração dos materiais deve partir das questões colocadas. Se for necessário o grupo pode alterar questões e a sua ordem.

3. Síntese dos PowerPoints sobre os Direitos Humanos.

4. Análise pormenorizada de 3 artigos da Declaração Universal dos Direitos Humanos (a escolha dos artigos deve partir das 20 questões colocadas).

5. Para cada artigo o grupo terá que escolher:

     a) Um exemplo de violação.

      b) Uma música.

     c) 1 ideia criativa para promover a aplicação desse artigo (pode ser um exemplo encontrado na Internet). Essa ideia deve ser bem explicada/ apresentada.

    d) 1 proposa para a turma realizar.

  6. A apresentação do trabalho deve ser espontânea e deve suscitar o debate com a turma.


Trabalho de grupo sobre a Arte

O que é a arte by paulofeitais on Scribd                            Teorias estéticas from Paulo Gomes Trabalho de grupo:...